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Fabio Ostermann Candidato Deputado Federal – RS

Fabio Ostermann Discute Reformas Institucionais para o Brasil Avançar

Candidato a deputado federal pelo RS de direita em 2026, Fabio Ostermann discursa na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, durante seu mandato de deputado estadual.

Quero aqui compartilhar uma questão urgente para o desenvolvimento do Brasil: a necessidade de fazer avançar reformas institucionais prioritárias no país.

Destaco 5 áreas que requerem mudanças mais prementes:  administrativa, educacional, criminal, trabalhista e político-eleitoral. Cada uma delas possui suas particularidades, mas todas têm em comum a necessidade de modernização e adequação aos desafios impostos pela realidade atual do nosso Brasil.

A reforma administrativa lidera a lista

Entre tantas reformas importante, eu diria que a reforma administrativa é a medida urgente para o país.

O Estado brasileiro é uma estrutura paquidérmica, burocrática e cronicamente ineficiente. Já virou clichê, mas infelizmente segue sendo absolutamente necessário repetir: é preciso modernizar e racionalizar a gestão pública brasileira em todos os níveis. Isso demanda 3 medidas básicas: 

  • simplificar carreiras;
  • reduzir o número de cargos comissionados;
  • criar incentivos para a produtividade e excelência no cumprimento de funções públicas.


A ideia é criar critérios objetivos para a avaliação de desempenho dos servidores, de modo que os melhores sejam recompensados e os menos eficientes sejam desligados. A adoção de medidas para aumentar a transparência dos gastos públicos e aprimorar os mecanismos de controle social também é essencial.

Educação de qualidade para todos

Na área educacional, a reforma deve ser centrada na melhoria da qualidade do ensino e na equidade de acesso. Naturalmente, é preciso investir de forma mais assertiva na formação dos professores, visto que estes são imprescindíveis nestes processo.

Mas o bem-estar dos professores não pode jamais ser visto como a finalidade última das políticas educacionais, o que leva ao predomínio de pautas corporativistas que, invariavelmente, colocam a melhoria do ensino e da ampliação do acesso a oportunidades educacionais em segundo plano.

Falo com a experiência de deputado estadual que, não apenas testemunhou, mas combateu esses entraves oportunistas na Assembleia Legislativa do RS.

Fazem-se urgentes, portanto, medidas que ampliem as opções e a liberdade de escolha dos pais dos alunos, como são o caso das experiências com charter schools, vouchers educacionais e até mesmo a educação domiciliar. 

Adicionalmente, devemos avançar ainda mais na reforma curricular na Educação Básica, de forma a garantir que o jovem brasileiro conclua o Ensino Médio munido das aptidões e conhecimentos básicos que lhe permitirão trilhar seus próprios caminhos de maneira produtiva e alinhada a suas aspirações – e não simplesmente limitado por suas circunstâncias (com frequência determinadas por evasão escolar e analfabetismo funcional), como ocorre hoje.

Uma ampla reforma criminal

A reforma criminal, abrangendo o sistema penal como um todo, é outra questão urgente. Os cidadãos não aguentam mais esses altíssimos índices de violência e criminalidade.

É preciso investir em políticas de prevenção, fortalecer as instituições responsáveis pela segurança pública e melhorar a efetividade do sistema de justiça.

O combate à corrupção e à impunidade, chagas que atentam contra a integridade do nosso Estado de Direito diariamente, também é fundamental para que o Brasil se torne um país mais justo.

Relações trabalhistas para o século 21

A CLT data de 1943. O mundo mudou radicalmente desde então, demandando uma reforma trabalhista focada na modernização das relações de entre empregados e empregadores, sem perder de vista a garantia a direitos básicos contratuais dos trabalhadores e o respeito à autonomia da vontade das partes.

A minirreforma de 2017 trouxe alguns avanços, mas ainda insuficientes. As atuais amarras, bem como os excessivos encargos sociais, aprisionam os trabalhadores em modelos defasados e ineficientes de arranjos laborais, incentivando a informalização e a “pejotização”. 

Vemos competitividade das empresas sendo seriamente ameaçadas, dificultando a especialização, divisão de trabalho e flexibilidade necessárias à realidade do mundo atual.

A necessidade por uma democracia plena

Por fim, a reforma político-eleitoral se faz essencial para a melhoria da representatividade e incremento de uma democracia plena no país.

Temos hoje um sistema de governo e um modelo eleitoral que convidam à ingovernabilidade e à disfuncionalidade. O avanço na discussão sobre o Parlamentarismo como sistema de governo e do Voto Distrital Misto trariam avanços à estabilidade democrática e legitimidade dos nossos representantes eleitos.

Com a palavra, os brasileiros

Os desafios estão postos e não dependem de nenhuma invencionice. Dependem, no entanto, da conscientização da opinião pública e da presença de líderes dispostos a correrem o risco de defender reformas que podem ser impopulares no curto prazo, mas que têm o potencial de transformar o Brasil no país com que sonhamos.