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Fabio Ostermann Candidato Deputado Federal – RS

Vale-educação para famílias de baixa renda: mais escolha, concorrência e qualidade no ensino

Fabio Ostermann é candidato a deputado federal pelo RS de direita em 2026 defende criação de vale-educação para famílias de baixa renda para democratizar oportunidades educacionais.

Meu nome é Fabio Ostermann e como candidato a deputado federal pelo RS em 2026 sou a favor da criação de vale-educação para famílias de baixa renda.

O vale-educação é uma solução provada em vários países que amplia a liberdade de escolha para crianças carentes.

Ele permite que recursos públicos acompanhem o aluno, possibilitando matrícula em escolas públicas, comunitárias, filantrópicas ou privadas credenciadas.

Essa ideia buscar estimular maior concorrência entre escolas, melhorar a qualidade do ensino e democratizar oportunidades educacionais.

Vale-educação e liberdade de escolha


No Brasil, acostumamo-nos a tratar duas ideias muito diferentes como se fossem exatamente a mesma coisa: garantir educação para todos e obrigar o Estado a prestar diretamente o serviço educacional. Não são.

Uma sociedade pode assegurar que toda criança tenha acesso à escola, financiar esse acesso com recursos públicos e, ao mesmo tempo, permitir que diferentes instituições disputem a preferência das famílias.

Essa distinção é fundamental porque o modelo atual produz uma desigualdade que raramente é discutida com a clareza necessária. Famílias de classe média e alta podem escolher.

Se não gostam da escola próxima de casa, procuram outra. Se consideram o ensino insuficiente, pagam uma instituição privada. Podem comparar métodos pedagógicos, desempenho, disciplina, localização e propostas educacionais antes de decidir onde matricular seus filhos.

A família pobre, em regra, não tem essa liberdade. Recebe a escola que o Estado oferece e, muitas vezes, sua única alternativa é aceitá-la.

Essa diferença transforma escolha educacional em privilégio de renda. Quem tem dinheiro pode procurar a melhor educação possível para os filhos. Quem não tem precisa se conformar com a instituição definida pelo endereço, pela disponibilidade de vagas e pela burocracia estatal.

Quando aquela escola apresenta resultados ruins, a família tem pouca capacidade de reagir. Não pode simplesmente levar consigo os recursos públicos que já seriam gastos com a educação daquela criança e procurar uma alternativa melhor.

É justamente essa lógica que precisamos mudar.

Qualidade da educação e desigualdade de oportunidades

O Brasil investiu pesadamente na expansão da educação pública e conseguiu avanços importantes no acesso ao ensino. Mas universalizar matrícula não é suficiente.

A qualidade do aprendizado continua sendo um dos grandes problemas nacionais.

Resultados do Ideb e de avaliações internacionais como o Pisa mostram persistentemente dificuldades graves em competências fundamentais, como leitura, matemática e ciências.

O drama é ainda maior porque educação ruim cobra seu preço muitos anos depois. Uma criança que atravessa a escola sem aprender adequadamente não perde apenas uma nota em uma avaliação.

Perde oportunidades futuras de emprego, renda, qualificação profissional e mobilidade social. É justamente entre as famílias mais pobres que esse prejuízo se torna mais difícil de corrigir.

Por isso, educação deveria ser um dos setores em que mais valorizamos a liberdade de escolha.

Como funciona o vale-educação

A ideia do vale-educação parte de um princípio simples: se o Estado já destina recursos públicos para financiar a educação de cada aluno, por que o dinheiro precisa obrigatoriamente ficar preso a uma escola estatal específica?

Por que não permitir que, dentro de regras bem definidas, esse recurso acompanhe a criança e seja utilizado pela família na instituição que considerar mais adequada?

O financiamento deveria seguir o aluno, e não a burocracia.

Nesse modelo, famílias de baixa renda receberiam um valor destinado exclusivamente à educação dos filhos e poderiam utilizá-lo em escolas particulares previamente credenciadas.

A escola escolhida receberia os recursos em função do estudante matriculado e teria de cumprir padrões de qualidade, transparência e desempenho definidos pelo poder público.

O Estado não deixaria de financiar a educação. O que mudaria seria a maneira de fazê-lo.

Financiamento público e escolha da escola

Em vez de atuar obrigatoriamente como financiador, proprietário, administrador e fiscalizador de praticamente toda a estrutura, o poder público poderia concentrar esforços em garantir acesso universal, medir resultados, fiscalizar as instituições e assegurar que nenhuma criança fique sem atendimento.

A prestação do serviço poderia ocorrer por uma combinação de escolas públicas, comunitárias, filantrópicas e privadas.

Experiências internacionais com escolha educacional

Esse tipo de arranjo não é uma invenção exótica. Diversos países utilizam mecanismos pelos quais recursos públicos acompanham estudantes em instituições não estatais.

Há modelos de vouchers, escolas conveniadas, créditos tributários, escolas independentes financiadas publicamente e outras estruturas híbridas que procuram combinar universalização do acesso com liberdade de escolha.

A Suécia é um dos exemplos mais conhecidos. O financiamento público pode acompanhar o aluno até escolas administradas por instituições independentes, permitindo às famílias escolher entre diferentes alternativas sem que isso signifique abrir mão da gratuidade.

Em outros países, programas direcionados a estudantes de baixa renda buscaram justamente romper a relação automática entre condição econômica da família e qualidade da escola disponível.

Experiências no Chile e na Colômbia também ajudam a demonstrar algo importante: permitir escolha pode produzir benefícios especialmente relevantes para famílias que antes não possuíam alternativa.

Os resultados variam de acordo com o desenho de cada política pública, e nenhum modelo deve ser importado mecanicamente.

Mas existe uma lição que vale ser observada: oferecer opções às famílias pobres não destrói a educação pública. Pode ampliar oportunidades que hoje estão reservadas a quem consegue pagar.

O debate brasileiro costuma partir de uma pergunta equivocada: escola pública ou escola privada? A pergunta correta deveria ser outra: qual escola oferece a melhor oportunidade para aquela criança?

Não há razão para transformar o modelo jurídico da instituição em um objetivo maior do que o aprendizado do aluno. Uma escola estatal excelente merece ser escolhida e financiada.

Uma escola comunitária excelente também. Uma escola privada que ofereça boa educação por um custo compatível também deveria poder participar. O centro do sistema deve ser o estudante.

Regulação e fiscalização do vale-educação


Naturalmente, liberdade de escolha exige regras. Um programa de vale-educação sério não pode simplesmente distribuir recursos sem qualquer fiscalização.

As escolas participantes precisam passar por credenciamento, prestar contas, cumprir requisitos mínimos de infraestrutura e segurança e participar das avaliações de aprendizagem.

Resultados devem ser públicos e compreensíveis para que as famílias consigam comparar alternativas.

Além disso, é essencial evitar que escolas participantes selecionem apenas os estudantes mais fáceis de educar.

Um modelo bem desenhado precisa criar mecanismos capazes de impedir discriminação indevida, garantir acesso a alunos com deficiência e oferecer valores diferenciados quando determinados estudantes exigirem atendimento mais caro ou especializado.

Também será necessário assegurar que liberdade formal se transforme em liberdade real. Famílias vulneráveis precisam receber informação clara sobre qualidade, localização, desempenho e características das escolas.

Caso contrário, o risco é criar um sistema de escolha no papel sem oferecer às famílias instrumentos suficientes para tomar decisões bem informadas.

Implementação gradual do vale-educação

Por isso, a implementação deveria começar de forma gradual, por meio de projetos-piloto.

O programa poderia inicialmente atender famílias de baixa renda em regiões com baixo desempenho educacional, filas por vagas ou escolas com resultados persistentemente insatisfatórios.

Cada experiência deveria ser acompanhada por avaliação independente, publicação de indicadores e mecanismos rigorosos de transparência.

Se funcionar, expande-se. Se apresentar problemas, corrige-se. Política pública responsável deveria funcionar assim.

Concorrência entre escolas e melhoria da qualidade

A concorrência criada pelo vale-educação também pode produzir efeitos positivos sobre as próprias escolas públicas. Hoje, uma instituição estatal pode continuar recebendo praticamente o mesmo fluxo de recursos mesmo quando perde a confiança das famílias.

Quando o financiamento acompanha o estudante, essa dinâmica muda. Escolas precisam se preocupar ainda mais com aprendizagem, ambiente escolar e satisfação das famílias.

Isso não significa importar para a educação uma lógica puramente comercial. Significa reconhecer algo que já sabemos em praticamente todos os outros aspectos da vida: instituições respondem a incentivos.

Quando usuários não possuem alternativas, a pressão por inovação e melhoria tende a ser menor. Quando podem escolher, quem presta o serviço precisa demonstrar seu valor.

Vale-educação e poder de decisão das famílias

Mas há um aspecto ainda mais importante que a eficiência econômica. O vale-educação muda quem detém o poder de decisão.

Hoje, boa parte desse poder está concentrada em secretarias de educação, estruturas administrativas e burocracias públicas. São elas que decidem onde o aluno estudará, quais alternativas serão financiadas e que instituições poderão receber recursos. A família aparece no fim dessa cadeia, frequentemente apenas como usuária daquilo que lhe foi oferecido.

O vale inverte essa relação. O recurso deixa de ser um financiamento automático da estrutura e passa a representar o poder de escolha da família.

Essa mudança também tem um profundo conteúdo social. A discussão sobre liberdade de escolha educacional muitas vezes é apresentada como uma pauta de mercado, quando na realidade ela pode ser justamente uma política destinada a democratizar um direito que os mais ricos já possuem.

Famílias ricas não precisam de voucher para escolher escola. Elas já escolhem.

Quem precisa dessa oportunidade é a mãe que gostaria de matricular o filho em uma boa escola particular do bairro, mas não consegue pagar a mensalidade.

É o pai que percebe que a escola atual não está funcionando e não possui dinheiro para procurar outra opção.

É a família que encontra uma instituição comunitária ou filantrópica excelente perto de casa, mas é impedida de utilizar ali os recursos públicos que já seriam gastos com seu filho.

Defender o vale-educação significa dizer que a liberdade de escolher a escola dos filhos não deveria depender do saldo bancário dos pais.

Mudanças legais para implementar o vale-educação

Para que essa política alcance escala nacional e possa utilizar diferentes fontes de financiamento público, será necessário enfrentar também os obstáculos jurídicos existentes.

A Constituição estabelece regras específicas sobre a destinação de recursos públicos à educação e sobre o funcionamento do Fundeb. Uma reforma consistente exigirá discutir alterações constitucionais e infraconstitucionais que deem segurança jurídica ao financiamento de vagas em instituições privadas credenciadas.

Isso envolve a revisão das regras relativas à destinação dos recursos educacionais, mudanças na legislação do Fundeb e alterações na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

O objetivo deve ser criar uma figura jurídica clara para o vale-educação, definir quem pode participar, quais condições as escolas precisam cumprir, como os valores serão calculados e quais mecanismos de controle acompanharão os recursos.

O benefício também precisa ser desenhado de forma transparente.

O valor por estudante pode levar em consideração etapa de ensino, localização, necessidades especiais e outros fatores que alteram o custo educacional.

A transferência poderia ocorrer diretamente à instituição escolhida pela família, mediante confirmação da matrícula e da frequência, evitando transformar o programa em uma simples transferência financeira sem vinculação educacional.

A reforma não exige o desaparecimento da escola pública. Escolas estatais continuariam existindo, recebendo recursos e atendendo milhões de estudantes.

A diferença é que deixariam de ser a única alternativa financiada pelo contribuinte para grande parte das famílias.

Boas escolas públicas não precisam temer a liberdade de escolha. Serão escolhidas justamente porque são boas.

O que deve preocupar é um sistema que obriga uma família pobre a permanecer em uma escola ruim simplesmente porque ela não possui dinheiro suficiente para sair dela.

Aluno no centro da política educacional

Durante décadas, o debate educacional brasileiro concentrou-se em quanto o governo gasta, quantas escolas administra e quantos profissionais emprega. Essas são questões importantes, mas não podem ser o objetivo final. O objetivo é fazer a criança aprender.

Quando colocamos o aluno no centro da política educacional, a lógica muda completamente. Não perguntamos mais como proteger determinada estrutura administrativa. Perguntamos como oferecer àquela criança a melhor oportunidade disponível.

O Estado deve garantir educação para todos. Deve financiar quem não pode pagar, avaliar resultados, proteger crianças vulneráveis e impedir fraudes ou discriminação.

Mas nada disso exige que Brasília, os estados ou os municípios decidam sozinhos onde cada criança deve estudar. Os pais conhecem seus filhos melhor do que qualquer burocrata.

Dar às famílias pobres o mesmo poder de escolha que as famílias ricas sempre tiveram não é privatizar o direito à educação. É democratizar a liberdade de escolher.

Vale-educação para famílias de baixa renda já!


Se você acredita que o vale-educação é um instrumento eficiente para ampliar as opções das famílias de baixa renda, oferecer liberdade de escolha e estimular escolas melhores, apoie essa mudança votando em Fabio Ostermann 3003 deputado federal pelo RS em 2026.